Por Rafael Passos
Ao todo, 54 atletas representarão o país no Mundial de atletismo paralímpico em Paris
Na noite deste domingo (2), a delegação brasileira de atletismo paralímpico embarcou para Paris, na França, onde disputará o Mundial da modalidade. A competição acontecerá de 8 a 17 de julho. Será a 10ª edição do evento em que os atletas brasileiros estarão presentes.
Ao todo, viajaram 54 competidores que vão representar o Brasil nas provas de pista e campo na competição. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou a convocação de 51 atletas e 11 atletas-guia para o Mundial. Além disso, três atletas brasileiros receberam convites nominais enviados pelo World Para Athletics (WPA), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).
Confira a lista completa de convocados
O planejamento inicial da comissão técnica do Brasil prevê que os atletas treinem uma vez por dia a partir desta segunda-feira, já em solo francês, entre exercícios na academia e atividades no estádio que será a sede da competição.
Números no Mundial de atletismo paralímpico
Ao todo, o Brasil terá representantes de 19 estados na competição em Paris, sendo 14 deles de São Paulo. De acordo com o levantamento do departamento de Esportes de Alto Rendimento (DEAR) do CPB, 31 dos atletas brasileiros têm deficiência física (ou 57,40% do total). Serão ainda 17 atletas com deficiência visual (31,48% do total da seleção) e, por fim, seis com deficiência intelectual.
Dessa forma, esta será a maior delegação do país na história dos Mundiais da modalidade. Antes, a maior equipe brasileira de atletismo em Mundiais havia sido em Dubai (EAU) 2019, quando o país convocou 43 atletas. Naquela ocasião, os brasileiros fizeram a melhor campanha da história do país na competição, na segunda colocação do quadro geral, com 39 medalhas no total: 14 de ouro, nove de prata e 16 de bronze.
Ainda de acordo com o levantamento do DEAR do CPB, o Brasil já conquistou 215 medalhas na história dos Mundiais de atletismo paralímpico – sem considerar a participação do país na edição de Birmingham 1998, por por falta de dados do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). Foram 74 ouros, 65 pratas e 76 bronzes.
“É uma Seleção Brasileira bem forte, nós temos 45 atletas entre os três primeiros colocados no ranking mundial. É um número grande da nossa delegação e com expectativa de que eles mantenham ou até superem esses seus resultados para que possamos ter uma quantidade de bons resultados e muitas medalhas no Mundial”, afirmou João Paulo Cunha, coordenador de atletismo do CPB.
Segundo os critérios de convocação, a composição da delegação brasileira foi feita com base nos sete medalhistas de ouro nos Jogos de Tóquio 2020, nos 10 atletas que obtiveram o Índice A 2022 da modalidade em competições homologadas pelo World Para Athletics (WPA), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) e que rege o atletismo paralímpico mundial, e outros 34 competidores que ficaram ranqueados mundialmente nas quatro melhores colocações das suas respectivas classes.
O atletismo é uma das modalidades mais vitoriosas do país. Na história dos Jogos Paralímpicos, o atletismo é a que obteve a maior quantidade de medalhas para o Brasil, com 170 pódios no total.
Informações do Comitê Paralímpico (CPB)
#ParaCegoVer Aser Ramos está fazendo o movimento no ar durante prova de salto em distância. Aser veste camiseta regata amarela, bermuda preta e tenis laranja. Atrás dele está a régua que mede a distância percorrida no salto (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

#PraCegoVer Alessandro Rodrigo da Silva, que conquistou duas medalhas em Tóquio-2021, é um homem branco, careca, com óculos com a bandeira do Brasil. Ele está no local de provas, veste camiseta azul com as mangas verdes e segura o peso com a mão direita, enquanto se prepara para o arremesso (Foto: Alexandre Carvalho/CPB)