A Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado também fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O time verde e amarelo venceu a China por 3 sets a 1, com parciais de 28/26, 26/28, 25/19 e 25/13. Em um duelo equilibrado, os brasileiros começaram com força e venceram o primeiro set, por 28 a 26. Os chineses equilibraram as coisas e deixaram a partida empatada ao fechar o segundo set pelo mesmo placar. O Brasil se reequilibrou no jogo e venceu o terceiro set por 25 a 19. O time colocou números finais ao duelo com um 25 a 13 no quarto set.
Os brasileiros voltam à quadra na próxima segunda-feira, às 20h30 (horário de Brasília), quando enfrentam a seleção do Irã.
O time feminino, por sua vez, já estreou nos Jogos de Tóquio. A equipe do técnico José Guedes iniciou sua jornada com vitória, por 3 sets a 2, diante das canadenses na manhã da sexta-feira, 27. A próxima partida das meninas será no domingo, 29 contra as japonesas às 8h30 (horário de Brasília).
As semifinais do vôlei sentado estão marcadas para os dias 2 e 3 de setembro para as equipes femininas e masculinas, respectivamente. Já as disputas do bronze e a final masculina estão marcadas para o dia 4. A final do feminino será no dia 5 de setembro, último dia dos Jogos de Tóquio 2020.
Nos Jogos Rio 2016, a Seleção feminina conquistou a medalha de bronze. Já a masculina brigará na capital japonesa pela primeira medalha paralímpica.
Leia mais sobre publicações anteriores
Paravôlei ou vôlei sentado ou vôlei adaptado.
Campeonato de Volei no CT Paralimpico
Em entrevista para o Paradesportivo Luiza Fiorese respondeu algumas perguntas por meio da assessoria de comunicação, a entrevista você confere aqui:
1- O que motivou a atleta seguir no vôlei, como foi a transição entre modalidades, emocionalmente falando.
O esporte sempre foi a minha vida! Durante a minha vida toda sempre me vi associada ao esporte de alguma forma. Quando eu escolhi o handebol, era algo que realmente sonhava em seguir com uma carreira profissional, mas aos 15 anos tive que parar, por conta do câncer e acabei ficando 6 anos longe da modalidade. Não tinha conhecimento sobre as modalidades paralímpicas e não tive ninguém que me direcionasse para essa transição de atleta de handebol para atleta de vôlei, por isso fiquei esse tempo todo fora do esporte. E aí fui tentando colocar o esporte de outras formas na minha vida: fui fazer jornalismo para poder falar sobre esporte, tentei entrar na atlética da faculdade, assistia aos jogos. Mas aquele vazio só foi preenchido mesmo quando me sentei na quadra e entendi que era o que eu realmente queria fazer. Não me vejo fazendo outra coisa senão isso. Na época, ter deixado o handebol foi muito triste e dolorido. Era como se tivessem arrancado uma parte de mim. E tentei preencher esse vazio de outras formas, mas não teve jeito. Só consegui quando voltei a ser atleta e senti a emoção de estar dentro das quadras de novo.
2- Qual a sensação de representar uma nação em um esporte que tecnicamente temos bastante tradição, e como está a expectativa como atleta correndo o risco de voltar para casa com uma medalha no peito logo na sua primeira participação nos jogos?
A gente quer muito abraçar os fãs do voleibol e fazer com que eles conheçam a modalidade. Muitos não conhecem, não sabem como funciona. Muita gente ainda acha que, por ser sentado, é na cadeira de rodas. E como o Brasil já é um país tão forte no voleibol, seria incrível aproximar essas pessoas e fazer com que elas conheçam a modalidade. Não é só pela inclusão, nem só para trazer mais pessoas com deficiência. É também para apresentar o esporte paralímpico para as pessoas sem deficiência, para a torcida brasileira.
A chance de medalha é real. Viemos para isso e nossa meta é chegar na final. Nós temos isso como objetivo e sabemos que ao chegar na final, quem se preparar melhor e estiver melhor no dia é que vai levar o ouro, então estamos treinando bastante. Existe a expectativa e a ansiedade, claro, por ser meus primeiros jogos e ser tudo muito novo, mas confio muito na minha equipe e estarei pronta para ajudar o time, com certeza. Quero muito participar e viver tudo isso de uma forma muito intensa.
4- Qual legado a Luiza quer deixar no esporte adaptado?
Hoje vejo uma Luiza que tem vontade de ser uma referência no esporte paralímpico, mas não só dentro de quadra. A representatividade é muito importante e quero que as pessoas possam olhar para mim e se enxergar, que tenham ídolos mais plurais, que vejam mulheres à frente, pessoas com deficiência à frente, entendendo que não somos limitados a sonhar baixo e podemos, sim, sonhar muito alto. Quero ser esse tipo de referência que motive as pessoas a terem vontade de alcançar coisas maiores e não só se condicionarem às limitações que outras pessoas impõem. A gente é que tem que entender as nossas próprias limitações e muitas vezes elas são bem diferentes das limitações que as outras pessoas colocam na gente.
“Paixão Além do Esporte”
Além do apoio aos atletas brasileiros em Tóquio, a Panasonic vai aproximá-los da torcida por
meio da campanha “Paixão Além do Esporte”. Na comunicação estrelada por Daniel,
outros esportistas também patrocinados pela marca compartilharão
Um lado até então desconhecido de suas vidas:
suas paixões além dos esportes que praticam.
Durante esse período de pandemia, a campanha da Panasonic é uma forma de incentivar o público a conhecer o esporte e passar a torcer.
