Por Rafael Passos
Thalita conquistou o seu bicampeonato mundial e a sua quarta medalha em mundiais
Nesta terça-feira (11), no terceiro dia do Mundial de atletismo paralímpico, Thalita Simplício conquistou a medalha de ouro dos 400m da classe T11 (para cegos). O lugar mais alto no pódio foi o primeiro das mulheres brasileiras no Mundial de atletismo paralímpico em Paris. Essa foi a quarta medalha da potiguar em Mundiais da modalidade, que já havia sido campeã nos 400m e prata nos 200m em Dubai 2019, além de bronze nos 400m em Doha, no Catar, em 2015.
Thalita fez o melhor resultado da carreira na final. Com 56s60, ela ficou muito perto de bater o recorde do Campeonato Mundial, que pertence a Terezinha Guilhermina com 56s56. Lahja Ishitile (57s18), da Namíbia, e a colombiana Angie Pabon (58s22) completaram o pódio. Em Paris, além dos 400m, Thalita vai competir nas provas dos 100m, às 6h44 (de Brasília) desta quarta-feira, 12, e dos 200m, no próximo domingo (16).
“É uma alegria, uma satisfação. Estou muito feliz. Gostei muito da corrida. Aconteceram alguns erros, mas conseguimos contorná-los no decorrer da prova e finalizar bem. Agora vamos partir para os 100m e os 200m para buscar mais medalhas”, afirmou a atleta que nasceu com glaucoma.
Além do ouro de Thalita, o Time Brasil ainda faturou a medalha de bronze com Cícero Nobre, no lançamento de dardo. O paraibano conquistou a medalha de bronze no lançamento de dardo F57 (cadeirantes) após o medalhista de ouro da prova, o iraniano Amanolah Papi, ter tido a sua marca de 50,09m contestada pelos adversários por uma irregularidade na noite desta segunda-feira, 10, em Paris. O entendimento do recurso foi que o vencedor da prova não manteve o posicionamento correto na hora do lançamento e teve sua marca invalidada. Com a eliminação do primeiro colocado, o brasileiro, que havia encerrado a sua participação na quarta posição da disputa, com 48,31m, subiu uma colocação e conquistou mais uma medalha para o Brasil. O ouro da prova ficou com o turco Mummahet Khalvandi, que havia obtido a prata com 49,98m, e o segundo lugar, com Yorkinbek Odilov, do Uzbequistão, com 49,39m, terceiro colocado até então.”Fiquei até um pouco surpreso [de receber o aviso da medalha]. A sensação é de que o justo foi feito. O recurso tecnológico detectou depois da prova que o primeiro colocado queimou na prova. Estou bastante feliz, meu segundo Mundial na carreira. Só felicidade”, afirmou Cícero.
O Brasil ainda havia conseguido mais um pódio com André Rocha, no lançamento de disco pela classe F52 (que competem em cadeiras). No entanto, o polonês Piotr Kosewicz protestou com o argumento de que André levantou na hora do lançamento. O protesto foi aceito e o brasileiro ficou sem a medalha. Com a conquista desta terça-feira, o Brasil subiu duas posições em relação ao dia anterior e figura agora na oitava colocação do quadro geral de medalhas, sendo dois ouros, duas pratas e cinco bronzes. A China lidera, com sete ouros, seis pratas e três bronzes, seguida pela Suíça, com quatro ouros e uma prata.O Brasil é representado por 54 atletas de 19 Estados e 11 atletas-guia na competição. O Mundial de atletismo de Paris é o primeiro após os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e tem sido realizado no Estádio Charlety. O local tem capacidade para 20 mil pessoas e pertence ao clube de futebol Paris FC, da segunda divisão francesa.
Ao todo, o Brasil está representado por 54 atletas de 19 Estados na competição em Paris. A maioria dos participantes é nascida no Estado de São Paulo. São 14 dos 54 competidores com deficiência. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou a convocação de 51 atletas e 11 atletas-guia para o Mundial. Além disso, três atletas brasileiros receberam convites nominais enviados pelo World Para Athletics (WPA), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).
Confira a lista completa de convocados
Confira a programação dos brasileiros no Mundial de atletismo Paris 2023 nesta quarta-feira (12), nos horários de Brasília:
4h – Lançamento de disco F56 (final)
Claudiney Santos
4h04 – Arremesso de peso F54 (final)
Beth Gomes
4h08 – 200m T37 (round 1)
Christian Gabriel da Costa
4h16 – 200m T37 (round 1)
Ricardo Mendonça
4h26 – Lançamento de dardo F46 (final)
Suzana Nahirnei
4h30 – 1.500m T11 (round 1)
Júlio César Agripino
4h40 – 1.500m T11 (round 1)
Yeltsin Jacques
5h22 – 400m T20 (final)
Jardênia Felix
6h28 – 100m T11 (round 1)
Lorena Spoladore
6h36 – 100m T11 (round 1)
Jerusa Geber
6h44 – 100m T11 (round 1)
Thalita Simplício
13h30 – Lançamento de disco F53 (final)
Beth Gomes
13h42 – Arremesso de peso F11 (final)
Alessandro Silva
13h58 ou 14h08 ou 14h18 – 100m T11 (semifinais)
Jerusa Geber – se avançar
Lorena Spoladore – se avançar
Thalita Simplício – se avançar
14h25 – Salto em distância T36 (final)
Aser Ramos
Rodrigo Parreira
14h30 – 100m T13 (final)
Fabrício Ferreira
14h40 – 200m T35 (final)
Fabio Bordignon
14h49 – 200m T37 (final)
Ricardo Mendonça – se avançar
Christian Gabriel da Costa – se avançar
14h58 – 200m T13 (final)
Rayane Soares
15h17 – 100m T36 (final)
Samira Brito
15h26 – 100m T44 (final)
Matheus de Lima
Thalita Simplício sorri, vibra e bate palmas com a vitória ao lado direito do seu atleta guia Felipe Veloso, que está de colete amarelo. Thalita tem a pele clara e cabelo cor de rosa, está com a viseira verde e veste uma regata amarela com detalhes azuis. Foto: Alessandra Cabral/CPB).
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