Mundial de Atletismo paralímpico

Primeiro ouro e dois pódios duplos brasileiros: como foi a segunda-feira no Mundial de atletismo de Paris

Por Rafael Passos

O Brasil segue fazendo bonito no Mundial de atletismo paralímpico, em Paris. Nesta segunda-feira (10), Ricardo Gomes conquistou a primeira medalha de ouro para o país nesta edição. Na prova dos 100 metros rasos, na classe T37 (paralisados cerebrais). De quebra, Gomes ainda bateu o recorde de campeonato pela segunda vez em dois dias, com o tempo de 11s21. O velocista, natural de Natividade, no Rio de Janeiro, dividiu o pódio com o compatriota Christian Costa, que ficou com o bronze. O indonésio Saptoyogo Purnomo completou o pódio.

“É maravilhoso estar aqui. Em dezembro do ano passado, eu rompi o ligamento patelar do joelho que já tenho a paralisia. Eu mesmo achei que não voltaria. Pensei em desistir, mas voltei! E consegui a primeira medalha de ouro do Brasil nesse Mundial. Não há limites, galera, é só acreditar. Estou feliz mesmo. Quero falar à iniciativa privada: “Vamos apoiar o esporte paralímpico, porque trazemos muitas medalhas. Valeu, Brasil!, disse o atleta campeão mundial e atual medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos.

#PraCegoVer Ricardo Gomes Mendonça conquistou o primeiro ouro brasileiro no Mundial de Paris nos 100m rasos, na classe T37. Ricardo na foto é branco, está de óculos e uma faixa branca no cabelo escuro, veste regata verde, com detalhes em amarelo e azul. O atleta está com os dois braços flexionados mostrando os músculos (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

#PraCegoVer Julio Cesar Agripino (no centro, de óculos e vestindo regata azul escrito Brasil no peito) posa com seus guias na prova, que vestem colete amarelo (Foto: Alexandre Schneider/CPB)

Na prova dos 5 mil metros, classe T11 (para cegos), Julio Cesar Agripino liderava a disputa, porém, nos últimos 200 metros, foi ultrapassado pelo japonês Kenya Karasawa, e ficou com a medalha de prata. A terceira colocação ficou com o atual campeão paralímpico da prova, o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques.

“Eu tive depressão e queda de rendimento durante a pandemia. Tive que fazer um trabalho com a psicóloga para poder voltar. Na reta final, meu guia e eu caímos um pouco de rendimento e não conseguimos acompanhar o japonês. Aqui somos um time, vencemos juntos”, declarou Agripino.

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