Categories: Esporte adaptado

Vôlei sentado passa pela Itália e avança na competição é semi finalista.

3 -1 vitória contra a Itália e disputa medalha. Seleção é semi finalista.

A seleção brasileira de vôlei feminino encarou a Itália em uma disputa acerradíssima, mostrando muita técnica e um ritimo de jogo muito bom, as chances de avançar na competição é alta. Vale lembrar que a seleção feminina vem com vitórias nesse encerramento de fases.

A seleção vem com uma vitória contra o Japão e teve um confronto mais complicado no jogo de estréia contra o Canadá.

14.08.21 -Atletas durante Treino da selecao feminina de Volei sentado em Hamamatsu, cidade-sede da delegação Brasileira para aclimatação antes dos Jogos Paralímpicos de Toquio. Foto: Fabio Chey/CPB.

Vôlei Masculino

Em contrapartida a seleção brasileira masculina não teve tanta tecnica e nem tanta força para traçar uma campanha favorável, o time brasileiro perdeu o jogo contra o time do Irã e novamente perdeu para a Alemanha, e conseguiu a classificação por ponto.

No vôlei feminino há alguns destaques como a Luiza Fiorese que muito gentilmente respondeu ao Paradesportivo por meio de sua assessoria de comunicação, e esta entrevista você confere aqui:

1- O que motivou a atleta seguir no vôlei, como foi a transição entre modalidades, emocionalmente falando.

O esporte sempre foi a minha vida! Durante a minha vida toda sempre me vi associada ao esporte de alguma forma. Quando eu escolhi o handebol, era algo que realmente sonhava em seguir com uma carreira profissional, mas aos 15 anos tive que parar, por conta do câncer e acabei ficando 6 anos longe da modalidade. Não tinha conhecimento sobre as modalidades paralímpicas e não tive ninguém que me direcionasse para essa transição de atleta de handebol para atleta de vôlei, por isso fiquei esse tempo todo fora do esporte. E aí fui tentando colocar o esporte de outras formas na minha vida: fui fazer jornalismo para poder falar sobre esporte, tentei entrar na atlética da faculdade, assistia aos jogos. Mas aquele vazio só foi preenchido mesmo quando me sentei na quadra e entendi que era o que eu realmente queria fazer. Não me vejo fazendo outra coisa senão isso. Na época, ter deixado o handebol foi muito triste e dolorido. Era como se tivessem arrancado uma parte de mim. E tentei preencher esse vazio de outras formas, mas não teve jeito. Só consegui quando voltei a ser atleta e senti a emoção de estar dentro das quadras de novo.

2- Qual a sensação de representar uma nação em um esporte que tecnicamente temos bastante tradição, e como está a expectativa como atleta correndo o risco de voltar para casa com uma medalha no peito logo na sua primeira participação nos jogos?

A gente quer muito abraçar os fãs do voleibol e fazer com que eles conheçam a modalidade. Muitos não conhecem, não sabem como funciona. Muita gente ainda acha que, por ser sentado, é na cadeira de rodas. E como o Brasil já é um país tão forte no voleibol, seria incrível aproximar essas pessoas e fazer com que elas conheçam a modalidade. Não é só pela inclusão, nem só para trazer mais pessoas com deficiência. É também para apresentar o esporte paralímpico para as pessoas sem deficiência, para a torcida brasileira.

A chance de medalha é real. Viemos para isso e nossa meta é chegar na final. Nós temos isso como objetivo e sabemos que ao chegar na final, quem se preparar melhor e estiver melhor no dia é que vai levar o ouro, então estamos treinando bastante. Existe a expectativa e a ansiedade, claro, por ser meus primeiros jogos e ser tudo muito novo, mas confio muito na minha equipe e estarei pronta para ajudar o time, com certeza. Quero muito participar e viver tudo isso de uma forma muito intensa.

3- Sabemos que é muito precoce ainda, mas como está a expectativa para Paris 2024?

Acho que primeiro precisamos pensar no nosso objetivo aqui em Tóquio. Nesse momento não temos cabeça para pensar muito em futuro. Primeiramente focamos em conseguir essa medalha! É claro que eu almejo ir a Paris, terei mais experiência e tempo de carreira, mas será outro ciclo, um outro momento. Agora quero pensar em Tóquio e no que viemos conquistar aqui.

4- Qual legado a Luiza quer deixar no esporte adaptado?

Hoje vejo uma Luiza que tem vontade de ser uma referência no esporte paralímpico, mas não só dentro de quadra. A representatividade é muito importante e quero que as pessoas possam olhar para mim e se enxergar, que tenham ídolos mais plurais, que vejam mulheres à frente, pessoas com deficiência à frente, entendendo que não somos limitados a sonhar baixo e podemos, sim, sonhar muito alto. Quero ser esse tipo de referência que motive as pessoas a terem vontade de alcançar coisas maiores e não só se condicionarem às limitações que outras pessoas impõem. A gente é que tem que entender as nossas próprias limitações e muitas vezes elas são bem diferentes das limitações que as outras pessoas colocam na gente.

Luiza Fiorese é patrocinada pela Panasonic e é estrela de uma campanha denominada

Paixão além do esporte

Além do apoio aos atletas brasileiros em Tóquio, a Panasonic vai aproximá-los da torcida por
meio da campanha “Paixão Além do Esporte”. Na comunicação estrelada por Daniel e Luiza.
os esportistas compartilharão um lado até então desconhecido de suas vidas:
suas paixões além dos esportes que praticam.

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