Resumo para deficiente auditivo
Quando nós aqui do Paradesportivo falamos que o universo do esporte adaptado é fantástico, temos motivos de sobra para isso, e temos motivos para fazer com que você também acredite e conheça
O esporte não escolhe a deficiência, o atleta não escolher ter uma deficiência, ela nasce com ela ou então, é adquirida.
Você já se perguntou como é que um atleta que possui uma deficiência visual se orienta? Como ele sabe que está na posição e ritmo correto? Para isso existe os verdadeiros anjos, e esse anjos são chamados de atleta guia.
Conversei com um desses anjos, o Luis Ricardo que é atleta guia, que nos falou sobre as dádivas e dificuldades.
Comecei a entrevista dizendo que, ser velocista não é fácil, mas ser velocista e ser atleta guia, deve ser responsabilidade em dobro. Como era isso? ( tom de voz sério)
Ele nos respondeu que eu disse tudo ( risadas..) pois que de fato era difícil e que no começo ele precisou fazer treinamento por fora para dar conta de acompanhar os paratletas, que na época eram bem fortes (risada) a gente precisa correr com o atleta, ou do lado ou atrás, nunca na frente nessa situação o atleta é desclassificado.
Perguntei sobre o que motivou a ser atleta guia, e não um atleta convencional, sobre isso eles nos respondeu que o principal motivo é poder ajudar o próximo, que fica até emocionado em falar ( percebe se pelo tom de voz) porque acha que tudo o que faz de bom coração para ajudar e quando a pessoa vem te dá um abraço e agradece é muito gratificante. Na opinião dele seria muito bom se cada um tivesse um pouquinho disso, de ajudar o próximo. Completou também dizendo que prefere mais ver o atleta ganhar, fica mais feliz com isso, do que se fosse com ele mesmo, a vitória do outro é mais importante que a minha.
Perguntei quando foi o momento da carreira dele que ele sentiu que aquele era o lugar dele, que era ali que ele queria estar, e ele respondeu que era sacanagem, que dessa forma eu queria que o nó na garganta se fortalecesse ( risada de ambos, e nota se um tom emocionado na voz) e comentou que foi em uma corrida de rua, onde o premio final era uma medalha, e estava guiando o paratleta Silvio, ele, Ricardo, estava no extremo, achando que não ia aguentar e quando pensou em parar olhou para o atleta e viu a garra, a vontade de vencer, e Ricardo então disse que não podia desistir, que mesmo que saísse inteiro machucado, dolorido, ia terminar a corrida, e é em uma dessas que fez ele querer cada vez mais estar ali.
Falamos também sobre como funciona o patrocínio para o atleta guia, ele nos disse que precisaria ser visto com outros olhos, muito difícil uma empresa chegar e falar que quer patrocinar o atleta e o guia, isso não acontece, parte do atleta dividir o patrocínio e arcar do bolso.
No inicio da entrevista ele havia comentado sobre as técnicas que não pode correr a frente, então perguntei qual principal fator para que a parceria dê certo, ele nos disse que o respeito, amizade, amizade conta muito. Ainda nessa questão, perguntei sobre o porte físico do atleta, se precisa ser semelhante, ele nos disse que precisa ser um pouco melhor, pois ele precisa acompanhar o ritmo, se for o ritmo abaixo, não é legal pois é capaz de o atleta puxar o guia, então precisa do preparo.
Finalizamos com ele dizendo que infelizmente no Brasil é pouco conhecido, que as pessoas falam do esporte sabe que tem tantas medalhas, mas no paralímpico tem muito mais. ( under pressure de fundo musical entrando lentamente.
Estamos passando por alguns problemas tecnicos e logo mais estaremos de volta com nosso segmento…
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